
Enquanto o Governo do Estado anuncia a liberação de R$ 343,1 milhões para 12 municípios paranaenses — dentro de programas estaduais de desenvolvimento urbano coordenados pela Secretaria das Cidades, com destaque para o Asfalto Novo, Vida Nova, além de investimentos viabilizados por meio do Paranacidade — chama a atenção a posição pouco expressiva de Santo Antônio da Platina no ranking de investimentos do Norte Pioneiro.
Entre as cinco cidades da região contempladas — Ribeirão Claro, Conselheiro Mairinck, Sapopema, Figueira e Santo Antonio da Platina — o município platinense aparece praticamente entre os menores volumes liberados, com R$ 7,5 milhões, ficando atrás de cidades como Conselheiro Mairinck (R$ 33,5 milhões) e Sapopema (R$ 26 milhões).
O dado levanta um questionamento inevitável: onde está o prestígio político da atual gestão municipal junto ao Governo do Estado?
Em um cenário onde articulação política costuma ser determinante para a captação de recursos, a discrepância nos valores destinados aos municípios vizinhos chama atenção e gera dúvidas nos bastidores.
Há quem relembre episódios políticos recentes que podem ter influenciado esse cenário. O prefeito Gil já esteve associado a diferentes grupos e lideranças, incluindo momentos em que recebeu figuras políticas que não compõem a base direta do governo estadual. Cabe destacar que Gil Martins recebeu em seu palanque o senador Sérgio Moro, então candidato ao governo do Estado do Paraná, e também, após vencer as eleições e tomar posse, voltou a recepcionar Moro na prefeitura, ocasião em que o senador visitou o comércio local. Enquanto isso, prefeitos da região mantiveram alinhamento político contínuo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior. Para alguns analistas, isso, pode refletir diretamente na priorização de investimentos.
Sem afirmar causalidade, a leitura política é inevitável: alinhamento pode pesar — e muito — na distribuição de recursos públicos.
Outro ponto que vem sendo comentado é a percepção de falta de consistência política. Nos bastidores, há críticas de que o prefeito adotaria uma postura de transitar entre diferentes grupos, o que, na prática, poderia enfraquecer sua influência em negociações estratégicas.
Enquanto isso, cidades menores avançam com volumes expressivos de investimentos, ampliando infraestrutura, turismo e desenvolvimento local.
Fica a pergunta que ecoa entre lideranças e população:
Santo Antonio da Platina está ficando para trás por falta de força política ou por estratégia administrativa?
O espaço segue aberto para interpretações — e, principalmente, para respostas.
O portal Café com Pimenta permanece aberto para o pronunciamento oficial da gestão municipal de Santo Antônio da Platina, caso queira se manifestar sobre os apontamentos apresentados.
