
A gestão do prefeito Gil Martins segue marcada por um cenário já conhecido da população platinense: o troca-troca constante de secretários e a instabilidade administrativa. Desta vez, quem deixa o cargo é Fernando Santos, que confirmou sua saída da Secretaria Municipal de Educação de Santo Antônio da Platina, após poucos meses à frente da pasta.
Fernando assumiu o cargo no início de setembro do ano passado e alegou motivos pessoais para a saída. Em nota, fez elogios à equipe e à administração municipal comandada por Gil Martins e pela vice-prefeita Terezinha. Agora, retorna à iniciativa privada, retomando suas atividades como engenheiro de segurança do trabalho. Ele também já presidiu a APLA – Associação Platinense de Engenharia e Arquitetura.
Apesar do discurso cordial, o fato é que a Educação entra novamente em um período de incerteza. Até o momento, não há substituto definido, e quem responde interinamente pela área é Lucimara Ildefonso, atual diretora de Educação.
Uma gestão marcada pela instabilidade
A saída de Fernando não é um fato isolado. Pelo contrário. Ela reforça um padrão preocupante: secretários não conseguem permanecer nos cargos, projetos são interrompidos e equipes são constantemente desestruturadas. A famosa “dança das cadeiras” virou política de governo.
O resultado disso, em tese, é um prejuízo imenso para a população. Sem continuidade administrativa, não há planejamento de longo prazo, não há consolidação de políticas públicas e muito menos efetividade nos serviços prestados, especialmente em áreas sensíveis como a Educação.
Fragilidade nas escolhas e nos resultados
O que se observa, em tese, é uma fragilidade crônica nas escolhas feitas pela atual gestão. Secretários entram, saem e nada muda. 2025, segundo avaliação de bastidores e da própria população, foi um fracasso administrativo, com poucas entregas concretas e muitos anúncios sem resultados palpáveis.
E 2026 começa do mesmo jeito: com instabilidade, improviso e insegurança. Para o cidadão platinense, a sensação é de que não existe comando firme nem projeto estruturado dentro do governo municipal.
Amizades acima da técnica?
Outro ponto que chama atenção, em tese, é que apenas aqueles que mantêm relação pessoal muito próxima com o gestor conseguem permanecer nos cargos. Quem não faz parte do círculo restrito de amizade parece não resistir ao desgaste interno da administração.
Isso levanta questionamentos sérios sobre critérios técnicos, meritocracia e profissionalismo na condução do município. Gestão pública não pode ser tratada como extensão de relações pessoais — o preço dessa escolha recai diretamente sobre a população.
Educação paga a conta
Enquanto o governo insiste em trocar nomes, alunos, professores, pais e servidores seguem pagando a conta da instabilidade. A Educação, que deveria ser prioridade absoluta, acaba refém de uma administração que, em tese, não consegue sustentar seus próprios quadros.
A pergunta que fica é simples e incômoda:
até quando Santo Antônio da Platina vai conviver com uma gestão marcada pela improvisação e pela falta de continuidade?
O Café com Pimenta informa que este portal de notícias permanece aberto para o pronunciamento oficial da gestão municipal e do ex-secretário de Educação, em respeito ao contraditório e à transparência.
